Participantes satisfeitos com as medidas anunciadas pela Presidente da Comissão Europeia

    15 Setembro, 2022 José Ricardo Sousa 76 Sem comentários

    Discurso da presidente da Comissão Europeia, sobre o Estado da União, foi analisado numa sessão online promovida pelo Europe Direct Minho. 

    O Estado da União Europeia esteve em debate numa sessão promovida pelo Europe Direct Minho – projecto do Instituto Poli- técnico do Cávado e do Ave, em parceria com a Representação da Comissão Europeia em Portugal – dedicada à análise do discurso da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ontem, na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
    Encontro on-line, moderado por Ricardo Sousa, do Europe Direct Minho, promoveu a troca de ideias entre os cidadãos participantes sobre as principais prioridades e objectivos anunciados pela presidente e passou em revista os aspectos principais do discurso do Estado da União Europeia e os melhores momentos, abordando temas como a solidariedade com a Ucrânia, a crise energética, a recuperação económica e a transição energética, a retoma económica, o reforço da democracia e corrupção.

    Paulo Sousa foi um dos participantes e destacou a necessidade de se “focar na construção de uma Europa mais social e coesa”, lembrando que “o grande desafio que temos pela frente reforça o sentido de ser europeu, de cidadania europeia”. Considerando as “medidas anunciadas como positivas”, sobretudo, “na luta contra a corrupção, coesão social e energia”, Paulo Sousa elogiou a “mão firme de Bruxelas” para travar a crise energética. “Esta decisão só poderia ser europeia, apesar de haver países que ensaiaram medidas, esta limitação e taxa de 33 por cento anunciada sobre os lucros sendo uma decisão europeia ganha outro peso e outra capacidade de permitir que 140 mil milhões de euros anunciados revertam em políticas sociais num momento em que a crise social atinge toda a população”, frisou.

    Olhando à crise energética, Vítor Guimarães elogiou a Galp, em Sines, deixando como exemplo de “modelo a seguir pelas empresas”, porque “tem sabido adaptar-se às necessidades do país, não fica só a vender e refinar, mas dedica-se às novas energias”.
    “Era bom que o nosso país, juntamente com Espanha e França, conseguisse criar novas alternativas ao mercado russo, isso seria o ideal, a Europa demora a tomar decisões e já perderam mais de meio ano para criar novas alternativas”, alertou.

    “Quando estamos a consumir matéria prima da Rússia estamos a financiar a guerra russa. Gostava de ver que as decisões da UE fossem mais fortes, o mal é que muitas vezes não há consensos’, criticou, apontando ainda a possibilidade de Portugal usar o mar “para produzir energia das marés como alternativa aos combustíveis fósseis”.
    Natacha Aimeé foi outra das participantes na sessão e considerou “interessantíssimo” a presidente “ter citado o hidrogénio verde”. “Importante destacar que, em 2023, a Unigel vai inaugurar a primeira fábrica de hidrogénio verde no Brasil”, referiu.

    Para Rúben Lima, “o hidrogénio é uma boa solução, mesmo a nível de locomoção, mas necessita de ser implementado rapidamente”. “Gostei das ajudas propostas, são necessárias e cada vez mais a ajuda social é o que o povo mais precisa. Particularmente faltou uma mão mais pesada além das sanções colocadas à Rússia, penso que poderiam ser colocadas mais sanções para obrigar o país a cessar. Temos que ser mais duros, para tentar cessar o conflito, porque precisamos de paz”, sublinhou.