Europe Direct Minho organizou sessão sobre IA

    29 Novembro, 2021 José Ricardo Sousa 136 Sem comentários

    Na sessão de abertura da Conferência ‘Inteligência Artificial: um novo paradigma para a economia europeia — uma iniciativa do Europe Direct Minho que decorreu ontem no pólo de Braga do IPCA — Maria José Fernandes afirmou ainda que neste politécnico estão “todos muito disponíveis para continuar a fazer este caminho de colaboração com as empresas, com a região, naquilo que é a missão de uma instituição de ensino superior como o IPCA, uma instituição que se coloca à disposição de quem quer trabalhar em prol do desenvolvimento da região”.
    A presidente do IPCA agradeceu ainda ao Centro Europe Direct Minho pela iniciativa de promover esta conferência, realçando que a IA está hoje presente no nosso quotidiano. Notou que apesar dos avanços registados nesta área nos últimos anos, “os progressos registados ainda são muito pequenos face ao imenso potencial da IA”.

    Para Maria José Fernandes este é o momento oportuno para falar de IA, pois “a IA abre novos horizontes e oportunidades de negócio que permitem impulsionar as economias locais”.
    Ainda na sessão de abertura, o presidente da Associação Empresarial de Braga, Domingos Macedo Barbosa, sublinhou também que a IA “é um tema incontornável para o futuro da Europa, de Portugal e das nossas empresas”, alertando que “é fundamental” a “existência de programas de incentivos no âmbito do quadro comunitário 2030” para que “a integração de conhecimento e tecnologia nas PME se faça com sucesso”.

    Já Ricardo Costa, presidente da Associação Empresarial do Minho, sustentou que “a IA e as máquinas vão ter um papel muito importante no futuro do mercado de trabalho” e “só depende de nós capacitar as pessoas para esse novo paradigma no mercado de trabalho”. Alertou que é importante que todas as transições em curso na sociedade, incluindo no âmbito da IA, sejam feitas sem negligenciar qualquer geração, devendo incluir não só os jovens, mas também quem está há mais tempo no mercado de trabalho.

    Outro desafio no âmbito da IA está relacionado com as questões éticas, legais e de segurança, referiu Ricardo Costa: “A gestão da protecção de dados é muito importante. Esta barreira de onde acaba a privacidade e começa a segurança é algo que tem de ser debatido e a IA também está hoje muito ao serviço da segurança”. A IA além de ser estruturante, é incontornável, veio para ficar e vamos tentar que ela fique ao nosso dispor para que a humanidade consiga evoluir de uma forma cada vez mais justa”, rematou.

    Protecção de dados trava desenvolvimento da IA na UE

    O “excesso” de protecção de dados na União Europeia é um dos principais motivos que fazem com que a Europe não consiga acompanhar os desenvolvimento em matéria de Inteligência Artificial (IA) que acontece na Ásia, concretamente na China, e nos EUA, que lideram nesta área.
    A afirmação é de Luís Paulo Reis, presidente da Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial, que defende que os dados têm de ser libertados para permitir o desenvolvimento da investigação. “Basta ver o que aconteceu com a Covid-19. Se os dados Covid tivessem sido libertados para a comunidade científica, como tanto pedimos, o problema não era uma décimo do que é”, exemplificou.

    Luís Paulo Reis realça que “é óbvio que é necessária a protecção de dados”, mas defende que os dados anonimizados são uma fonte importante para a investigação. “A protecção de dados é necessária, mas não o exagera da protecção de dados”, defendeu, no decorrer do debate inserido no primeiro painel da conferência promovida ontem pelo Centro Europe Direct Minho.

    Noticia completa: https://www.correiodominho.pt/noticias/ipca-reforca-aposta-na-inteligencia-artificial/134574